terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um olhar otimista sobre o futuro

Sempre achei maravilhoso o conceito de um “ano novo” trazendo consigo a colorida ideia de renovação, renascimento e reabastecimento do combustível da vida. A oportunidade de concluir uma vasta caminhada de 365 dias, cordialmente abrindo alas para outra que se aproxima com infinitas e deliciosamente imprevisíveis experiências é absolutamente sedutora. Digna, pois, de celebração. O réveillon é uma digna homenagem à aclamada passagem de um ciclo para outro e a romantização em torno do ritual de passagem é linda, ainda que traga consigo superstições das mais mirabolantes possíveis – nota para a mulherada: calcinha rosa não atrai amor, só cilada -, mas que mal há nelas? É preciso divertir-se, libertar-se de toda e qualquer tensão pretérita e emanar apenas energia positiva, de modo a celebrar as mudanças que virão, recebendo-as como um gentil anfitrião. Mais um ano passou, mais um ano se somou à trajetória dos que ficaram. Desapeguemo-nos, libertemo-nos de fardos desnecessários. É chegada a hora de partida do que já foi e, também, de chegada do que está por vir. O novo dando lugar ao velho no natural ritmo da vida. E você, de que lado você irá sambar?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O câncer dos relacionamentos monogâmicos é a posse

Ode ao afeto livre, leve e solto Desde cedo a vida nos ensina que nada é para sempre e tudo o que é bom, feliz ou infelizmente, dura pouco. Talvez por esse motivo tragamos em nós um desmedido receio de perder algo que represente, de alguma maneira, a nossa felicidade. Creio ser inerente a nós temer o que viole a nossa paz de espírito, trazendo à tona a fragilidade, o incontrolável sofrimento decorrente de uma decepção. Trata-se, pois, da horripilante ansiedade em lidar com a perda, antes mesmo que ela de fato ocorra. De tal modo, dentro de um relacionamento, esse temor muitas vezes se transforma em paranóia, exteriorizando-se como o irrefreável e poderoso sentimento de ciúme possessivo (note-se que não falo do ciúme bem dosado, muitíssimo bem vindo, aliás). Uma raiva irracional direcionada a terceiros que representem - platonicamente ou não - uma pretensa ameaça. É dada a largada, enfim, para o início de infindáveis discussões que acarretarão em infinitas dores de cabeça completamente evitáveis. Certa vez ouvi um sábio conselho, que logo deixo com vocês para que reflitam: "Escolha suas batalhas." Relacionamentos a dois estão longe de ser fáceis e se o fossem, talvez veríamos menos términos, separações e divórcios por aí. Mas pelo amor de Deus pai todo poderoso, até quando as pessoas se comportarão como se fossem proprietárias umas das outras? O câncer dos relacionamentos monogâmicos definitivamente é e sempre será a posse. Estar com alguém não deve simbolizar uma prisão, um cárcere tão sufocante a ponto de fazer despertar a flagrante necessidade de fugir, escapar para outro ambiente mais leve e aconchegante. Sentimentos que começam tão belos transmudarem-se graças a uma insegurança, um primitivo padrão é, para não dizer mais, TRISTE. Por oportuno, deixo claro que não levanto a bandeira da infidelidade, caso algum típico (a) ciumentinho (a) venha a mal interpretar meu raciocínio; bem longe disso, meus caros. Sou pró-monogamia quando há um desejo mútuo nesse sentido como forma de privilegiar e reverenciar o carinho existente entre duas pessoas. Ora, é encantador gritar para os céus e infernos que você selecionou alguém como o seu cúmplice dentre tantas outras apaixonantes opções existentes nesse mundão deveras selvagem e predatório. No entanto, não acho plausível controlar os passos, saber detalhadamente com quem mais o seu respectivo mozão se relaciona, a fim de detectar possíveis ameaças ao relacionamento. Consiste na caça aos destruidores de lar idealizados na escuridão de seu calejado e temeroso coração.
Autossabotagem das mais clássicas, ressalto. Na minha opinião, inexiste outra razão por trás do fenômeno carinhosamente apelidado por mim de "GPS-namô", o que, aos meus olhos, soa completamente esquizofrênico, para não dizer mais. Afinal, o lance de pedir permissão para sair e avisar toda hora pra onde/com quem vai /quando volta possuiria qual outro desígnio? Em suma, procurar incessantemente um outro alheio à relação nada mais é do que CONVIDÁ-LO. Antes de desconfiar, experimente a confiança; ao invés de presumir más condutas, delicie-se com as boas e distraia-se com a dor e a delícia de escrever uma história a dois. Por derradeiro, reflita se a sua suposta intuição não é apenas o medo da solidão gritando nos pés dos seus ouvidos - o que é, diga-se de passagem, completamente normal, inclusive. Saiba que rédea apertada demais gera cavalo indócil. Infelizmente, encontramo-nos tão mimetizados e acostumados a agir dessa maneira padronizada quando nos inserimos num namoro/noivado/whatever monogâmico que seja, de maneira que imaginar um caminho alternativo soa, inicialmente, completamente ilusório. Mas permitam-se viver conforme novas regras e crenças, caso a rédea esteja torturando sua alma. Até que ponto vale a pena sufocar seu espírito em prol de uma paixão? Prestar contas só é aceitável quando envolve seu patrão ou seus pais, posto que, independente de sua situação financeira, pai e mãe sempre terão o direito de cobrar notícias acerca do seu paradeiro, just deal with it. Mais amor, menos posse; mais brasa, menos fogo de palha. Pelo fim da propriedade de gente, amém.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Piratas do mundo, uni-vos. Arrrrrr!

Louvada seja a pirataria, pois graças a ela há de se economizar uma verdadeira fortuna até o fim dos seus dias. Considerando-se, ainda, a maravilhosa sensação de deter consigo todo o arsenal de filmes, músicas e livros imprescindíveis para uma existência quase plena, como não se deixar seduzir pela indústria áptil a oferecer algo tão valioso? Soa fútil? Sim, sem sombra de dúvidas. Lógica de criminoso? Há GRANDIOSAS e significativas controvérsias a esse respeito. Nesta trilha, cabível uma reflexão: O consumismo irrefreável é permitido contanto que você não esteja pagando absurdos provenientes dos impostos implícitos à mercadoria? A meu ver, sim, desde que você não se torne refém de uma vida resumida a isso. Vedados sejam os excessos, portanto. Destarte, o sujeito que detenha para ~uso particular~ uma valiosa coleção de filmes, a qual recorre nos bons e maus momentos de sua vida como hobby, desqualifica-se enquanto cidadão em razão do consumo de pirataria? Demonstra real e efetivo potencial ofensivo à sociedade?
Com efeito, salta patente a flagrante carência de fundamentos jurídicos hábeis a demonstrar isso. Ofende-se tão somente o lobby de corporações que querem manter o estrito controle sobre a veiculação cultural. Assino embaixo da brilhante linha de raciocínio de Edson Andrade de Alencar, no inspirador texto de sua autoria que li há pouco: "Os contratos abusivos que essas empresas impunham aos verdadeiros autores nunca foram questionados pela lei. A flexibilização que se vê hoje se dá em virtude do desespero frente às formas alternativas de produção, nunca por conta da fiscalização legislativa. Não vivemos uma democracia, e isso vai muito além de gastar um belo domingo votando sempre nos mesmos partidos, sempre nos mesmos caras. Aceitamos sempre o que o poder econômico nos impõe, mesmo ele sendo incompetente o bastante pra patrocinar leis tão mal redigidas. Vivemos uma baita duma plutocracia." Sobre a temática, ouso dizer que a pirataria é um dos mais significativos incentivos à cultura - se não o maior. Ora, não há como negar que ela democratiza o acesso à cultura significativamente, consistindo em peça fundamental à inclusão social no tocante ao cinema, literatura e demais formas de representação cultural. Trata-se de fato incontroverso, tendo, a título de exemplo, o "fenômeno Tropa de Elite", como muitos de vocês podem se recordar, haja vista terem presenciado e, inclusive, baixado o filme (aposto meu coraçãozinho que você, leitor, não o viu no cinema). Ademais, quando compramos um CD pirata não há subtração ou comprovação de qualquer dano sobre a cópia original, já que é impossível demonstrar que, em não havendo cópia pirata, o consumidor necessariamente compraria a versão original do produto.
Além disso, ressalte-se que o dano causado consiste em mero prejuízo de ordem financeira, vislumbrando-se, assim, uma dívida entre o pirata e o titular dos direitos autorais. Correto? Como li no excelente texto ora citado e transcrevo agora: "(...) prender qualquer indivíduo por dívida é proibido no Brasil e numa porrada de lugar por aí, afinal, se trata de um princípio exposto em tratado internacional e na nossa Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso LXVII. Encarcerar alguém por vender DVD pirata é tão mal visto pela gama teórica de princípios dos Estados Democráticos de Direito quanto levar em cana aquele seu tio que simplesmente não pagou o condomínio esse mês." Valioso citar, mas sem aprofundar, é claro, na crítica situação carcerária observada na atualidade em nosso desigual e amado país. Por essas e tantas outras razões sou favorável à descriminalização da pirataria. E não estou só no meu posicionamento, há uma corrente no Brasil defendendo-a em todas as suas formas, sobremaneira por Túlio Vianna, já havendo inclusive uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entanto, a jurisprudência brasileira majoritária continua assentindo no sentido de que o comércio de produtos pirateados é crime sujeito a punições. Uma calhordice sem igual, a meu ver.

domingo, 29 de setembro de 2013

A assustadora autenticidade

Haverá infelicidade no mundo enquanto as pessoas se contentarem com menos do que merecem. Contentar-se com algo aquém do merecido nada mais é do que acomodar-se com pouco, orientando suas ações e escolhas pelo medíocre, e, inclusive, por achismos impostos. Ora, conhecer a si próprio é, a meu ver, o mais complexo desafio da vida, sobretudo porque somos seres mutáveis, dinâmicos e altamente influenciáveis pelas forças externas advindas do mundo (Lei da ação-reação, por assim dizer). Imperioso reconhecer isso e flexibilizar os próprios padrões internos, aliás. Nessa senda, saliento que nenhum de nós nasce conceitualmente pronto, pois vivemos numa eterna transformação, até conseguirmos compreender quais são nossos principais anseios, de modo a tentar atendê-los no fito de alcançarmos, enfim, alguma satisfação (veja-se, falo sobre satisfação e não em felicidade, um conceito mais amplo). Portanto, a máxima do "quem se define se limita" aplica-se com maestria ao que discorro aqui, haja vista o fato de que quanto mais tabus forem criados acerca da própria essência, mais distante você estará de seu alcance pleno. Obviamente que precisamos de alguns tabus para sustentar o edifício da personalidade, mas a ideia defendida é que estes sejam a exceção. A regra, em síntese, é a flexibilização dos ditames internos, de modo a reagir ao mundo, responder às suas pancadas e afagos de maneira autêntica e não mimética. Infelizmente, possuímos a tendência de acatar ao que chega a nós "mastigado" pelos nossos pais, pelo sistema de educação, pela mídia, pela religião, etc, sem abstrair ao nosso modo as supostas verdades absolutas do mundo. Como descobrir a si mesmo se há uma indução artificial a conduzi-lo a um caminho padronizado, com fito de uniformizá-lo e adequá-lo ao que a sociedade espera de você? Os autênticos diferentões e excêntricos são crucificados por fugirem à regra imposta, quando na verdade deveriam ser aplaudidos por sua coragem em REAGIR ao exterior, sem simplesmente SEGUIR os moldes em comento, tal como a maioria o faz há milênios. Não obstante, fugir à regra não implica necessariamente em lograr satisfação. Quem dera fosse tão simples assim, não? Mas o que defendo aqui é a noção de que os indivíduos capazes de romper com o paradigma social estarão anos luz mais próximos da própria satisfação, isto é, de entrar em contato com o que verdadeiramente anseia para si.
Em suma, o que há de mais difícil é traduzir os desejos da alma. Contudo, uma vez descobertos, a caminhada rumo à concretização destes é muito menos tortuosa, ainda que também haja dificuldade implícita. A título de metáfora, seria como caminhar em um túnel escuro, guiando-se por uma luz ao seu final e não por outros companheiros apenas. A luz simboliza o desejo precípuo do indivíduo, enquanto os companheiros representam as imposições sociais. Assim sendo, reflito: A caminhada no túnel escuro e assustador deve ocorrer de que maneira: Todos no escuro, mas de mãos dadas, seguindo passos pretéritos, numa previsível trilha, ou você sozinho, descobrindo a rota que melhor lhe aprouver na esperança de alcançar a luz ao final? Inovar é, de fato, ASSUSTADOR, minha gente. Por isso acomodamos com menos do que merecemos, fadando-nos à eterna insatisfação existencial. Ficar adstrito aos modelos socialmente consagrados pode ser bom, sim, mas excelente mesmo é dançar a música da vida no ritmo dos próprios passos, ainda que corra o risco de parecer ridículo. P.S.: A inspiração para esse texto veio com o brilhante filme "Antes do Anoitecer", num dos tantos diálogos travados entre os envolventes e deliciosamente neuróticos protagonistas. Quando questionado sobre o próprio casamento por Celine (que, aliás, não é sua esposa, mas uma grande paixão do passado), o personagem Jesse reflete sobre a orientação de suas mais significativas escolhas feitas nos últimos dez anos e o preço pago por elas: "I have this idea of my best self, and I wanted to pursue that even if it might have been overriding my honest self." Traduzindo: "Tenho uma ideia sobre a minha melhor faceta, o melhor que posso ser (eu-ideal = pai de família = imposição social), que eu desejava encontrar, ainda que isso significasse a substituição do meu eu-verdadeiro." Por oportuno, ressalto o preço que Jesse pagou: um casamento altamente infeliz. Destarte, todos pagam um preço pelas decisões tomadas no decorrer da vida. Como diria Neruda: Somos livres para escolher, mas ficamos reféns de suas consequências. Cabe a nós decidir quais escolhas valem a nossa prisão.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Injustiça Brasileira

E o gigante assiste sentado à desmoralização e banalização da Justiça brasileira. O que mais me enoja, além, é óbvio, do voto em si, é "jurista estudioso", que busca incessantemente brechas na lei, nos princípios consagrados constitucionalmente, no próprio regimento que não foi revogado e nas demais normas jurídicas passíveis de justificar o posicionamento do Ministro de(u)cano Celso de Mello. Ainda que, tecnicamente, sua excelente fundamentação esteja em plena consonância com a Carta Magna, diga-se de passagem. Muito se fala sobre a garantia à ampla defesa, devido processo legal, duplo foro de julgamento, a razoabilidade que deve pautar as decisões emanadas pelo Judiciário e tudo e tal, sem se deixar afobar pelos passionais anseios das multidões. Enquanto estudante de Direito e cidadã, reflito: a pressão social de nossos anseios, gritos e imperativos clamores parecem NÃO TER VOZ em um Estado Democrático de Direito, cuja democracia no seu sentido mais amplo supostamente deveria fazer-se imperar, orientando os nossos representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário no exercício de suas funções? A meu humilde ver, os membros da mais alta Corte possuem a responsabilidade moral de superar o legalismo cego. A sensação é que a justiça no Brasil dá um passo rumo à evolução, mas em seguida retrocede três, num looping infinito. A credibilidade que havia ressurgido recentemente com a condenação da corja de mensaleiros corruptos, no ano passado, esvaiu-se de forma quase integral.

sábado, 31 de agosto de 2013

Liberdade é mito

A liberdade absoluta é um mito. Todos somos reféns das nossas imperativas necessidades fisiológicas, irrefreáveis hormônios e sentimentos que nos fogem ao controle. Uns mais, outros menos, mas estamos todos aprisionados de alguma forma.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

To fuck or not to fuck.

Há alguns anos, tenho observado uma significativa alteração no padrão social imposto àqueles que, por anedota da vida ou por mero exercício do livre-arbítrio, optaram por levar uma "vida de solteiro" (fase da poligamia sexual e afetiva). A solteirice contemporânea é um quadro que desperta certa curiosidade em minha pessoa e, portanto, tentarei tecer algumas considerações a respeito, no desiderato de analisar alguns dos paranauês relativos a esta complexa, porém deliciosa temática. Nessa senda, insta salientar a visualização de uma verdadeira guerra conceitual entre o "superado" moralismo tradicionalista do passado e discursos fazendo verdadeira ode à plena manifestação da liberdade sexual, objeto de árduas batalhas no passado e sem a qual jamais teríamos os privilégios e a relativa autonomia da qual gozamos nos dias atuais (perdoem-me o trocadilho, hehe). No entanto, o que já representou intenso engajamento político virou, em grande parte das vezes, mera banalização do corpo e do ato sexual em si. Os excessos traduzindo-se em verdadeira libertinagem sexual, algo que um filósofo russo contemporâneo fez menção em uma entrevista à Folha, no ano passado: a tal "etiqueta pós-moderna permissiva e pragmática em relação ao sexo". Hoje em dia transar é algo tão banal, previsível, presumido, recomendado e vendido pela mídia, que toda aquela lenga-lenga romantiquinha da conquista foi perdendo força, paulatinamente. Trata-se, pois, da revolucionária desmitificação do sexo enquanto tabu. Como resultado desse pragmatismo contemporâneo em relação à temática em comento, emergem desesperados movimentos tentando re-implantar a caretice machista de outrora e, sob outra ótica, como resposta, discursos neo-feministas reafirmando o conceito de liberdade plena do corpo; a defender, basicamente, o divino direito ao gozo, amém. Trata-se do grito da matéria, da imperativa necessidade de dar a devida atenção às necessidades do corpo, que nos são inerentes, desvinculando-se da famosa culpa cristã, fortemente arraigada no (in)consciente coletivo desde a Idade das Trevas. Assim sendo, nascem diversos questionamentos, tais como: Por que não dar voz aos anseios da pele? A reprovação social no tange à poligamia sexual, desenfreada ou não, merece respaldo? A resposta pode parecer óbvia, mas não é tão simplista e imediata quanto aparenta. Todavia, defendo no presente texto a LIBERDADE PLENA À ESCOLHA. Há uma rivalidade brutal entre as duas vertentes ideológicas, em que cada uma ridiculariza a outra com escopo de impor-se e vencer, por fim, o debate. Pode parecer uma colocação polêmica e até mesmo retrógrada, mas defendo aqui o debate, não a vitória; o RESPEITO, e não a hostilidade. O livre-arbítrio deve guiar as escolhas de cada um e resta a nós praticar o difícil exercício de procurar não julgar. A felicidade é o axioma máximo da vida e devemos procurá-la das infinitas maneiras que nos forem particulares e plausíveis. Vejo moderninho zuando religioso celibatário; crente desmerecendo os sexualmente ativos, e por aí vai, numa rixa sem fim. Em suma, minha mensagem é: escolha o que te faz feliz, assuma as consequências de seus atos com responsabilidade e procure se relacionar com quem pactue da sua crença, pois viver em pé de guerra é a maior das penitências. Mais paz de espírito e menos guerra psicológica, por favor. Entristece-me, e muito, quem se deixa guiar por pensamentos mastigados e depois vive amargurado com a repercussão da escolha. Aquele que quer bancar o fodalhão modernex e come geral apenas pra se reafirmar e lograr verdadeiro êxito social, sustentando o desapego, mas no íntimo é a própria Juju carente (jogue no Youtube); ou, noutro giro, aquele que carrega uma imensurável culpa por nutrir em si desejos de ordem sexual e sequer pratica sexo ou a boa e velha masturbação. O lance, meus caros, é desprender-se de terceiros e imergir-se nos íntimos anseios da alma, visando atender àquilo que lhe faz bem, que não representa um pesado fardo, que, no final das contas, você carregará sozinho. As máscaras são desgastantes e acabam com toda a graça, haja vista o fato de não representarem nossa real faceta. Quando a máscara cai, A CASA CAI JUNTO, parceiro. Poupe-se desse desmoronamento e viva de acordo com suas regras e crenças, sem rivalizar gratuitamente sem embasamento algum.