quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lidando com as diferenças


Olá, queridos leitores e árduos críticos,


Venho por meio deste para escrever sobre um tema que é muito interessante, a meu ver, e está presente no cotidiano de todas as pessoas: trata-se do convívio com a diversidade. Cada indivíduo é único, apresentando características que o tornam quem ele é, obviamente. Alguns as deixam transparecer de modo mais explícito, enquanto outros optam por omiti-las. Não obstante, existem pessoas que se filiam a grupos/tribos por dois motivos: por compartilharem características em comum com os membros ou por desejarem isso, tendo, nesse último caso, um quadro mais grave, conhecido como ausência de personalidade (inventei esse conceito hehe).


Admiram o estilo de vida adotado por pessoas de certo grupo e se filiam a ele para tentar ser o que na verdade não são, mas almejam ser. Entende? Há um grupo enorme de pessoas que se importa com o que é bem visto socialmente (ou também mal visto), com a moda do momento (ou com a não-moda, a exemplo das "neo-contracultura"), passam a admirar e começam a agir de forma similar não por serem desse jeito, mas por desejarem ser. Tal evento é comum na adolescência, período marcado por mudanças e descobertas.


Contudo, é possível que se descubram como o que desejam ser. Por exemplo: eu começo a andar com um grupo de pessoas que gosta de ouvir música alternativa e frequenta um bar desse gênero. O que me levou a isso? Admiração. Mas o que me mantém a isso? Satisfação, pois consegui perceber que é essa a minha praia.


Viver em sociedade consiste em aceitar que as pessoas são diferentes. Pode parecer simples, banal, trivial ou até mesmo inútil ficar reiterando isso, mas é a mais pura verdade. Se todos soubéssemos lidar bem com a diferença, não haveriam tantas guerras, tantos moralismos, tanta babaquice. E a diferença não está somente no que é facilmente visível não (lugares frequentados, roupas, etc.), está nos modos de ver e encarar a vida, na forma de amar, no jeito de se comunicar... Está em tudo! Por causa da diversidade, existem debates, discussões e reflexões riquíssimas, que jamais seriam notadas se todos fôssemos iguais.


Em suma, acho válido defender que nós vivemos em uma sociedade tecnocrática, marcada pela velocidade da globalização, pela falta de tempo para o ócio, pelo culto aos bons salários. Assim, é possível notar mudanças nos dias atuais, como: as crianças "amadurecendo" rápido demais, portando celulares, msn's e afins, beijando, transando, quando deveriam estar brincando e curtindo uma das etapas mais deliciosas da vida: a infância. Chego a me assustar quando vejo minhas primas teclando no msn, falando no celular, com 8 anos!


Nos adolescentes a mudança mais visível é a vontade de virar adulto, acompanhado ao esforço de se parecer com um. É possível notar casais de namorados que mais se assemelham a "marido e mulher", jovens ingressando no mercado de trabalho cedo demais (não que eu seja totalmente contra) e o tal do conservadorismo. Os jovens que deveriam ser idealistas, politizados, unidos, liberais, são mais cafonas que os próprios pais! Isso me preocupa.


Existem coisas pontuadas nesse blog que são tão criticadas, tão censuradas, tão punidas socialmente e não por pessoas mais velhas (pois até os meus avós se interessam pelos meus textos), mas por jovens! Isso é inconcebível. Como diria o meu muso Ernesto Guevara: "Ser jovem e não ser idealista é uma contradição genética". A exemplo do meu mais polêmico comentário (essa cidade me surpreende negativamente em certos momentos):


"Sábado fui na Lounge, fiquei perto de pessoas inteligentes conversando sobre coisas engraçadas. Deparei-me com uma legião de playboys lá dentro, o que me deixou um pouco desconfortável. Não gosto de frequentar lugares superficiais, e, sábado, lá estava muito superficial! Fora isso, foi ótimo." Lembram-se? Pois bem, no dia seguinte muitos apareceram revoltados e me punindo por ter dito isso (nas minhas costas e na minha frente), interpretando de uma outra forma que não tinha nada a ver. Tenho certeza de que como escritora eu sou uma boa leitora, mas não tem polissemia no que disse. As pessoas tentam colocar malícia em tudo, infelizmente. Quem vê pensa que a leitura do meu blog é obrigatória, necessária para algum vestibular, imprescindível para a cultura brasileira dos leitores.


Penso que é a famosa carapuça que serviu, pois alguns frequentadores de lá (Lounge) logo se prontificaram de falar mal do meu blog no momento em que era possível. Sorte que, nesse aspecto, sou bem resolvida, não sofro por isso (acho até engraçado incomodar tanto). O incrível é que além de distorcer o que disse, começaram a se sentir ofendidos. Uma novela mexicana! Só para finalizar: não acho que lá seja superficial e cheio de playboys, estaria sendo hipócrita ao dizer isso, uma vez que fui lá três vezes. É uma ótima boite, para quem gosta. Como disse, um sábado fui lá e tinha playboys, PONTO. Entretanto, se a galera que vai lá se considera playboy, aí é rótulo que cabe a eles se dar ou não. Eu não gosto de julgar o que não conheço, colocando rótulos, portanto, essa é a primeira e última vez que toco nesse assunto.


No mais, gostaria que tivessem mais paciência com os erros e as opções de cada um, para que todos vivam melhor. Cada um é cada um! Um beijo, Isadora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Brasil, mostre a sua cara!


Olá, caros leitores e críticos,

Venho hoje com o intuito de debater sobre um tema que me deixou pensativa e reflexiva hoje: a cultura brasileira. Enfim, desejo discutir a nossa identidade, o que faz de nós brasileiros, diferenciando-nos dos demais povos. Como é conhecido por todos, vivemos em um país miscigenado, marcado pela hibridização de diversas etnias e valores, que resultam em nós, povo brasileiro. Há quem enxergue essa mistura étnica de forma negativa, transferindo a culpa dos "fracassos" ou do "atraso" da nação a ela, do mesmo modo como existem pessoas que vêem na diversidade a riqueza de nosso país.

Historicamente, há aproximadamente quinhentos anos, os portugueses chegaram a nossas terras. A partir daí, com a invasão branca, somada à presença indígena e negra, deu-se início a formação do que pode ser observado atualmente. Surgiam caboclos, cafuzos, mulatos, mestiços, mais índios, mais negros e mais brancos. Com o encontro das diferentes etnias durante a formação do Brasil, nascia uma realidade cultural diversificada e atípica.

Vale salientar que nos séculos XIX e XX ocorreu a imigração de inúmeros europeus (com o pretexto de "branquear" o país - traço racista que pode ser observado até hoje), incluindo italianos, alemães, árabes e espanhóis, o que contribuiu intensamente para o processo "miscigenatório". Em suma, deve ser ressaltado que existem heranças de cada um desses povos, observadas na língua, culinária, religião, música, estética, valores sociais, etc.

Não obstante, apesar de fazer essa introdução histórica à formação do mosaico cultural observado no Brasil, vim escrever sobre um tema mais atual: os estereótipos dados aos brasileiros dentro e fora do país e da credibilidade existente ou ausente neles. Enfim, herdamos mais do que hábitos alimentares, rituais religiosos e afins de nossos "antepassados", como todos já sabem, como a aversão ao trabalho e o "espírito aventureiro" da cultura ibérica, por exemplo.

Há quem diga que os portugueses são naturalmente avessos às regras impostas pela sociedade, tendendo a transformar as relações impessoais em pessoais. Ademais, também costumam "hierarquizar" as relações, tornando as relações marcadas pela desigualdade. Seria essa a origem da famosa cordialidade política dos brasileiros, retratada por Sérgio Buarque de Holanda.

Somada a essa cordialidade, existe a preguiça dos índios, a alma festeira do negro, o espírito explosivo do italiano, entre outras características, que somadas formam a identidade brasileira. Em parte, podem ser consideradas estereótipos, mas, de fato, podem ser notadas em grande parte da população. Certo?

Portanto, o que é ser brasileiro? É jogar futebol bem? É sambar? É capoeira? É ter curvas, bunda e sangue quente? É ser corrupto? É deixar tudo o que pode ser feito hoje para amanhã? É ser receptivo com estrangeiros? É copiar e vangloriar os norte-americanos? É aceitar passivamente coisas absurdas? Não sei responder. O que acredito é que somos uma nação sem amor próprio, politicamente alienada e rica culturalmente.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Voltando às raízes


Olá, queridos leitores e árduos críticos,

Há tempos não escrevo nada aqui, pois estava atolada nos estudos, como muitos que conheço também estavam, mas finalmente toda essa temporada de esforço passou. As férias chegaram, o PAIES acabou e só consigo pensar em uma coisa: relaxar. A meu ver, não há nada mais relaxante do que escrever, assistir bons filmes e escutar música de qualidade. Pois bem, enquanto estiver por aqui, hei de atualizar este blog o máximo possível, com textos interessantes, espero.

O tema que pretendo abordar hoje é a família e a importância dela na vida dos jovens. Bom, muitos adolescentes costumam entrar em confronto com seus familiares, em função de apresentarem idéias antagônicas, sendo que, na maior parte das vezes, os pupilos apresentam um desejo de liberdade imenso, que tende a esfriar o relacionamento com os pais. Sentem-se presos às imposições e regras impostas pelos mais velhos, o que estimula o desejo pelo desconhecido (libertinagem, fuga às regras, fazer o "errado", moralmente incorreto).

Acredito, no entanto, que não são só esses os motivos que fazem com que a relação entre os pais e os filhos seja superficial, mas, mais pra frente, abordarei outros temas mais profundamente. Em suma, tenho uma teoria: o ser humano é como um pássaro: quanto mais enjaulado estiver, mais interessado estará pela liberdade apresentada fora da "gaiola". Portanto, pais do mundo inteiro, não façam com que os seus lares sejam semelhantes a uma gaiola (sufocante, cansativa e desanimadora). Sou a favor da comunicação em casa, que dê aos filhos confiança e força para enfrentar o mundo cruel que existe lá fora, não o contrário.

No meu caso, tenho uma mãe amável e dedicada, mas um pai ausente (entre outras coisas). Não estou aqui para expor a minha situação familiar, nem debater coisas íntimas, até porque acho ridículo, mas desejo tratar de um assunto sério. Tem uma frase do Oscar Wilde que me encanta, quando eu penso nessa situação que vivo: "No início, os filhos amam os pais. Depois de certo tempo, passam a julgá-los. Raramente ou quase nunca os perdoam."

Viver em sociedade exige de nós destreza para aprender a lidar com a diferença. Dentro de casa, isso também acontece, já que cada um tem características únicas, que podem levar a brigas e discussões. Não acredito em "família de propaganda de manteiga", que só sabe rir e amar. Isso é tão fictício quanto uma história de fadas e princesas. É normal brigar e detestar os familiares em certas ocasiões é totalmente aceitável. O que não pode acontecer é deixar que as brigas e os sentimentos negativos tomem um espaço predominante no lar.

Assim, devemos aceitar certas coisas que nossos pais desejam, por respeito, pelo fato de que eles nos amam, porque amar é ceder, e ceder é abrir mão do que queremos e achamos correto em algumas situações. Mas que fique bem claro: não é só porque eles são pais que eles sabem tudo. Muitíssimo pelo contrário! É preciso debater certas questões, defender o seu ponto de vista, quando está nítida a falta de maturidade dos pais em lidar com devidas questões. Aí está toda a beleza: o debate levando à compreensão.

Não obstante, sei que em muitos casos, os pais mais se assemelham a generais autoritários, que não querem ouvir nada, só sabem impor regras e mais regras. Nesses casos, o ideal é ter paciência, porque os gritos só servirão para piorar a situação. E, falo por experiência, esses tipos de pais são os que apresentam os filhos mais "imorais", se é que vocês me entendem. Não passam de adultos moralistas, hipócritas (porque, com toda certeza, aprontaram bastante, ou pelo menos quiseram aprontar), acostumados a reprimir seus desejos, por isso tentam reprimir os seus filhos. Posso estar sendo extremista, rude e desrespeitosa, mas é uma teoria. Bom, não deixa de ser uma hipótese, estando certa ou errada.

Em suma, desejo concluir que cada família tem uma moral. O mais importante, e que vale para todas as famílias, é que a casa deve ser um aconchego, não uma guerra. Conversem sobre sexo, drogas, dúvidas, opções, profissões, sem querer impor nada, que acredito que seus pais escutarão.

Um beijo e um abraço, Isadora C.

sábado, 5 de setembro de 2009

Mentira, a mãe da moralidade.


Olá, caros leitores,

Há tempos não escrevo nada aqui, como podem perceber, mas após assistir um filme inacreditavelmente bom, senti inspiração para abordar sobre um tema que sempre passa pela minha cabeça; uma idéia que sempre me deixou confusa, sem respostas e inquieta; uma palavra tão representativa quanto seu significado: a mentira. O brilhante longa-metragem relata a história de um idealista e enigmático britânico, por vezes visto e chamado de louco, que instaura, literalmente, o caos na "pacata" Inglaterra futurista. Vale ressaltar que ele retrata seus ideais com uma paixão jamais vista no cinema, que torna a história envolvente e polêmica. Bom, vocês não devem estar entendendo o por quê do último adjetivo, mas, assim que assistirem, entenderão do que estou falando.

Em suma, é necessário ser dito que aparecem claras referências ao regime fascista alemão e a grande parte de suas atrocidades (perseguição a homossexuais, religiosos, extremistas e afins, campos de concentração, entre outros), à perdida e insana figura conhecida como Adolf Hitler (chamado de Adam Sutler), ao íntimo e, no caso, superdimensionado desejo de vingança, que por vezes leva indivíduos como V. (o mascarado protagonista) a mover montanhas por um motivo íntimo que acaba por tornar-se universal, já que contagia a uma enorme quantia de pessoas e muda totalmente a história da nação britânica fictícia.

Uma frase, dita no mesmo, deixou-me encantada, pois tem um grande significado, visto que demonstra de forma sintetizada os ideais de um típico anarquista, que, a meu ver, defende pensamentos mensuráveis e nada utópicos. Infelizmente, pessoas como V., se é que ainda existem, não são facilmente compreendidas, uma vez que representam a minoria intelectual, ou seja, os poucos que conseguem refletir sobre as condições em que vivem, sobre as injustiças com as quais lidam a todo o momento, e com as consequências das atitudes governamentais de seu país, sem ficar calado, sem consentir com tudo. Enfim, são pessoas que não engolem facilmente o que lhes é transmitido. Bom, a tal frase é a seguinte: "O povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo."


Refletindo sobre todos os diálogos e críticas que aparecem no filme, essa frase, de fato, é a mais pobre. Os leitores que já tiveram o prazer de ver "V de Vingança" sabem do que estou falando, acredito, pois puderam ter contato com as mais inteligentes indagações feitas, na maior parte das vezes, pelo protagonista. No entanto, achei justo citá-la, pois, por mais pobre que seja (quando comparada com as demais), não deixa de ser mágica. A meu ver, é verdadeira e ambiciosa, como os ideais anarquistas, que são encarnados em uma figura interessantíssima, capaz de deixar os expectadores apaixonados pela sua fibra. Não deixa de ser um sociopata, é claro, mas, tal como a maioria dos loucos, apresenta um enigmatismo contagiante.


Contudo, apesar de escrever com prazer sobre o filme, temo em avisá-los que venho por meio deste escrever sobre outro tema, a mentira. Enfim, indago a vocês, críticos e leitores, sobre algo que sempre pensei e nunca consegui achar uma explicação plausível... Por que sentimos a necessidade de criar máscaras para enfrentar o mundo? Bom, alguns podem pensar que tal questionamento não faz o menor sentido, inclusive vão pensar "eu não uso máscaras, sou exatamente como eu quero e não há nada nem ninguém que mude isso!".


Pois bem, meus caros, confesso que já pensei assim. Sinceramente, acreditava que eu era movida pelas minhas crenças, pelos meus ideais, pela minha personalidade, e pouco importava o mundo e as outras pessoas. É uma grande ignorância, pois estamos a todo momento sendo influenciados por pessoas e fatos, o que faz com que mudemos a cada instante. Como diria Lavoisier, "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma", creio que somos assim. Temos nossa essência, temos personalidade, é óbvio, mas mascaramos isso de acordo com certas situações e pessoas, para que possamos sair beneficiados, ou menos prejudicados.


Quantas e quantas vezes você já não fez tipo para um "paquera", para que parecesse mais interessante? Quantas e quantas vezes você tentou transparecer confiança, quando na verdade estava inseguro até o último fio de cabelo? Quantas e quantas vezes você já não contou uma mentirinha em alguma história, para que esta ficasse mais interessante? Quantas e quantas vezes você fingiu concordar com certas coisas, só para não polemizar com certas pessoas? Quantas e quantas vezes, quantas e quantas vezes. É, confesso que já menti e minto a todo momento, e acredito que isso seja algo inato dos seres humanos, conhecidos pela sua racionalidade.


Não obstante, existem certas situações em que o uso das mentiras é desnecessário, aliás, é dispensável, como todos já sabem. Necessita-se de bom senso, caráter e juízo! Uma mentirinha aqui e outra ali, tudo bem, mas tudo tem seu limite. Mas o que quero dizer é a conclusão que tenho de tudo isso: sem a mentira, estaríamos perdidos. Pensem comigo, certamente viveríamos em um caos explícito, o que seria, a meu ver, o fim dos homo sapiens. A politicagem, os puxa-saquismos e afins representam a base da nossa "moralidade".


De fato, se disséssemos a verdade e só a verdade para todas as pessoas, não teríamos respeito nem sequer o carinho de ninguém. A civilização seria um bolo enorme, cujas receitas seriam basicamente o ódio e a irracionalidade. Voltaríamos aos tempos primatas, acredito. Seríamos macacos raivosos e sem papas nas línguas, pois toda ação tem uma reação, e imagine só o conjunto de reações caso a realidade fosse assim!


Portanto, o que gostaria de debater é, vale a pena viver na mentira? Será que isso vai durar muito tempo? Por que essa antítese é tão paradoxal, já que sendo imorais (ao mentir) somos morais? Bom, o meu medo é pela sociedade, aliás, pela animalidade, ao passo que assim nunca seremos livres. Ficamos tão presos, tão robotizados nesse sistema que programa o nosso caráter, sem que percebamos, que acabamos acreditando que somos livres, quando na verdade estamos fadados à prisão e insatisfação pessoal pelo resto de nossas vidas.


Em suma, para mim não existe nada melhor do que a verdade, ainda mais quando dita em momentos sinceros e/ou impulsivos. Adoro dizer o que penso, provocar as pessoas com minhas opiniões, defender os meus ídolos e as minhas paixões e pagar um preço por isso. É óbvio que eu pago, tal como os que se entregam ao que acreditam. Mas não é por isso que vou ceder. Posso parecer mais uma jovenzinha hipócrita, mas acredito honestamente no que prego.


No entanto, vamos ver se dura. Até então está ótimo, obrigada, mas é possível que acabe, que eu pague língua, pois a vida é imprevisível e efêmera, e são as mentiras as grandes imperadoras deste reino de imbecis. Ademais, gostaria de deixar uma mensagem a todos:


"Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"


Um beijo e um abraço, Isadora.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Para tédio tem remédio?


Boa noite, ilustríssimos leitores,

É com muito tédio que escrevo hoje sobre o tédio, por isso, não se surpreendam se este for o pior post do blog, meus queridos admiradores e árduos críticos, pois apenas escrevo sobre isso, pois é o que cerca meus pensamentos no momento. Nada mais, nada menos, só tédio. Decepcionante, não? Bom, antes de qualquer coisa, eu gostaria de declarar que Google é meu pastor, como alguns íntimos já sabem, e nada me faltará! Por isso, tratei logo de pesquisar sobre esse sentimento humano tão irritante e constante na vida urbana de uma garota imatura como eu.

Define-se: O tédio é um sentimento humano, um estado de falta de estímulo, ou do presenciamento de uma ação ou estado repetitivo - por exemplo, falta de coisas interessantes para fazer, ouvir, sentir etc. As pessoas afetadas por tédio em caráter temAdicionar imagemporário consideram este estado muitas vezes como perdido, perda de tempo, mas geralmente, não mais do que isto. Alternativamente, alguns acham que ter tempo de sobra também causa tédio. Para as pessoas entediadas, o tempo parece passar mais lentamente do que quando elas estão entretidas. Tédio também pode ser um sintoma de depressão.

Ademais, gostaria de declarar para minha amada tia Aleida que não sou depressiva, apenas um pouco anti-social, e que amo ela muito. (ela mora fora e sempre me liga preocupada, achando que eu tenho depressão, porque eu não sou muito baladeira como os jovens "normais", por isso esse comentário avulso, gente). Enfim, voltando ao tema mais tedioso de todos os tempos, o maldito tédio! Em suma, a definição da Wikipédia está fantástica, porém incompleta, uma vez que o tédio é um estado, não um sentimento, que pode surgir por inúmeras razões, sendo a principal delas o mau uso da imaginação.

A meu ver, a ocupação da mente com coisas divertidas, sejam elas utopias ou não, torna tudo mais agradável. Uma leitura agradável, uma boa música, um saboroso chocolate, um bom filme, um site engraçado, até mesmo uma paixão platônica, enfim, existem mil estímulos para afastar o tédio da sua vida, basta ter a mente aberta e boa vontade. Meu lema é: se já está ruim, não pode piorar, então vamos dar um jeito de sair da fossa.
A minha válvula de escape é a escrita, como podem perceber. Assim que sinto o tédio se aproximar, procuro algo para escrever. Pode ser uma caderneta, um papel, um guardanapo, uma mesa, um livro, o que for, que eu logo consigo reacender as chamas da motivação e espantar o desgraçadinho. Como estou no computador, aqui estou escrevendo, por exemplo. É importante conseguir encontrar saídas para o tédio, visto que ele tende a aparecer na maior parte das vezes, ainda mais em pessoas exigentes e perfeccionistas como eu.

No entanto, o pensamento positivo é meu aliado nessa batalha, ao passo que o tédio não dura muito comigo. Algumas amigas minhas até ficam incomodadas com isso, pois procuro ver o lado bom de tudo, sempre, mas com um viés realista. Ser "pé no chão" é necessário, mas são as asas da imaginação que libertam nossos corpos do plano tedioso. A mente humana é o melhor brinquedo que temos, basta usá-la da maneira correta, que teremos o mundo aos nossos pés. Assim, desejo-lhes muita criatividade e imaginação. O pior defeito das pessoas é deixar de sonhar, acreditando que é besteira e infantilidade. Felizes são as crianças, que não se preocupam com nada e vivem idealmente.

Falando em criança, tem uma música do Biquíni Cavadão, da época da minha infância, que eu cantava sempre com minha irmã e minha prima, e que tem tudo a ver com o tema de hoje. Com vocês, "Tédio":


Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
Um dia, a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim

Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui a toa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me deste tédio

Vejo um programa que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem, pois pra mim tanto faz
Já tive esse problema, sei que o tédio é sempre assim
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz

Tédio, não tenho um programa
Tédio, esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia, eu fico sério
Me atiro deste prédio.

Esperança, jovens, não se atirem de prédio nenhum! Um beijo e um abraço, Isadora.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A grande utopia amorosa






Bom dia, caros leitores,

Venho escrever hoje com muito prazer, pois, há alguns dias, acreditei que não atualizaria aqui por um bom tempo, por motivos que já foram explicitados anteriormente. Feliz ou infelizmente, aqui estou, com muita sede de colocar para fora algumas idéias que cercam minha mente no momento.

A discussão que pretendo abordar hoje envolve o universo feminino e suas peculiaridades envolvendo o universo masculino. As mulheres e os homens parecem viver em um eterno conflito, como todos sabem, em que existe amor em alguns momentos e ódio em outros. Sim, a tal da guerra dos sexos. Hoje, quero escrever sobre a perfeição que tantos almejam em seus futuros parceiros, os quais serão apresentados para a família e os amigos, enfim, que serão levados a sério. Em algum momento da vida, o que precisamos é estabilidade, certo?


Se ainda não aconteceu com você, prepare-se, pois um dia acontecerá. A vida é repleta de fases e mudanças, por isso é tão maluca e problemática. Então, voltando ao tema: o par perfeito. Por que será que tantas pessoas são exigentes quando se trata de relacionamento sério? Será a necessidade de aprovação? A insegurança? Os dois? Vai saber. O que quero indagar é: existe alguém perfeito para nós?

A resposta parece óbvia, mas ainda assim ficamos iludidos com a idéia de perfeição. Uns mais, outros menos, mas todos ficam presos à idéia, uma vez que é extremamente atrativa. Crescemos assistindo contos de fadas, vendo plebéias tornando-se princesas ao conhecerem um príncipe encantado, sonhos virando realidade e tudo mais. A televisão e o cinema fazem com que sejamos completamente alienados quando o assunto em questão é o amor. Fora a pressão de fora também, dos pais, amigos e conhecidos, que faz com que a busca pelo par parfeito se torne cada vez mais intensa.

O segredo da felicidade está justamente em não ceder às pressões, pois assim ficaríamos todos (mais) neuróticos, de modo a preocupar mais com a aprovação alheia do que com a realização pessoal. Não conheço ninguém que tenha levado pra casa um namorado drogado e inconveniente ou algo do gênero, para conhecer a família. Você conhece? Bom, se você conhece, é porque o filho ou a filha queria chamar a atenção dos pais (ausentes).

Infelizmente, os pais gostam de se apegar à idéia estereotipada de namorado ideal para os filhos. Assim, a filha deve namorar um rapaz inteligente, que saiba conversar, que seja carinhoso e respeitoso, além de todos aqueles nhém nhém nhéns típicos de alguém ligado a valores morais conservadores. Já o filho, prodígio amado da sogra nojenta, deve apresentar aos pais uma menina educada, que não fale palavrão, que não use roupas provocantes e/ou chamativas, que concorde com tudo o que for discutido na mesa do almoço. Ah, e no final lave a louça com a sogra, claro! Mais uma vez, idéia moralista e conservadora de namorada ideal. A partir daí, nasce o estereótipo de sogra chata e sogro ciumento.

Pois bem, onde fica o respeito nessa história toda? Cada um tem o livre arbítrio de escolher o que lhe convém, o que lhe faz bem, e ponto. Eu, particularmente, odeio pessoas conservadoras, por isso nunca consegui lidar com essa idéia de "família de namorado" muito bem, inclusive antes de ter a experiência com um namorado. Desde que me entendo por gente, tenho essa idéia de que namorar não envolve a família, mas sim o casal, ainda mais na adolescência. Quem vê pensa que namoro é casamento! Convenhamos, adolescentes "casados", a juventude é breve para ser adiada tão cedo com essa falsa moralidade de compromisso eterno.

Não banalizem o verbo amar, não se apressem com apresentações precipitadas à família, não acreditem em relacionamento eterno, não estraguem tudo com uma falsa idéia de amor. Amar é algo tão simples e genuíno, que aos poucos é transformado em algo complicado e podre, de modo que perde toda a magia com esses pseudo-casamentos. "É preciso amar as pessoas como elas são", não como elas deveriam ser. Ninguém é perfeito, nada é eterno e o amor não deve ser idealizado.

Olhe só, comecei o comecei com uma idéia e acabei finalizando com outra. Bom, acho que por hoje é só. Um beijo e um abraço, amo vocês para sempre.

Isadora C.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Influenziados pela Influenza A. Até quando?


Bom dia, caros leitores e amigos,


Atualmente, um problema está sendo relatado pelos diversos canais midiáticos com uma dramaticidade desnecessária e sensacionalista, típica de jornalistas amadores e carniceiros, que se alimentam da desgraça com um sadismo inigualável e imaturo. A mídia, como de praxe, faz questão de divulgar tal acontecimento com o claro objetivo de escandalizar e assustar a população, visto que é em choque, medo e raiva que posto sobre o assunto mais comentado ultimamente, a tal da gripe suína.


Contudo, a gripe A, como também é chamada, merece ser entendida por todos nós, público leigo e sem conhecimento médico suficiente para entender as consequências de um possível contágio, pois está presente em nossos ares brasileiros, tal como nos demais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atingiu o nível de pandemia!


Por causa disso, e do ódio que cerca minha inconformada mente desde ontem, quando recebi as notícias chocantes sobre o cancelamento de eventos, aulas e afins, fiz questão de pesquisar sobre o assunto para não falar besteira aqui. Primeiramente, faço questão de comentar sobre os sintomas, uma vez que muitos conhecidos e desconhecidos meus desconfiam ter a gripe, sem nem conhecer o básico sobre ela. Listam-se aqui os principais sintomas:


“Os sintomas são muito similares aos de uma gripe comum ou mesmo aos da dengue. O paciente com gripe suína tem febre acima de 39ºC, falta de apetite, dores musculares e nas articulações, dor de cabeça intensa, irritação nos olhos e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia forte.”


Enquanto pesquisava sobre o tema, li o depoimento de um infectologista a respeito das medidas políticas de prevenção que vem sendo tomadas em todo o país: "Com a comprovação de que a letalidade do vírus é inferior ao da gripe comum, esse medo deixou de ter justificativa. As medidas tomadas só contribuem para alardear o pânico, nada mais. Para nós, especialistas, elas são uma resposta essencialmente política (...) pensar em suspender atividades essências para o cotidiano é inútil". Logo, neuróticos de plantão, não fiquem tão receosos ao saírem de casa e entrarem em contato com pessoas, pois isso não vai matar ninguém!


Não obstante, é necessário tomar medidas profiláticas, tais como: "lavar as mãos com água e sabonete depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes das refeições e antes de tocar os olhos, boca e nariz; proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas no ar; evitar entrar em contato com outras pessoas suscetíveis. Caso não seja possível, usar máscaras cirúrgicas, evitar aglomerações e ambientes fechados (eles devem estar sempre ventilados), ingerir alimentação balanceada e tomar muito líquido. Porém, os equipamentos de proteção (máscaras e luvas) são recomendados no Brasil apenas para pacientes suspeitos e pessoas ou profissionais de saúde em contato direto com eles."


São medidas simples e que já estão entrando em vigor em muitos locais fechados do país, inclusive no colégio em que estudo. Caso alguém tenha suspeitas que esteja contaminado com o vírus influenza A (H1N1), não entre em pânico, procure seu médico e evite contato social em locais aglomerados e fechados por pelo menos uma semana. Ah, e viagens desnecessárias também não são indicadas. Por isso, nem cogite a possibilidade de ir para o México ou para qualquer lugar em que há foco da pandemia, viu?


Existem especulações de que uma vacina contra o vírus será produzida no Brasil em outubro, mas não há garantias de que o antiviral será "tiro e queda", uma vez que o uso indiscriminado do mesmo pode levar o vírus a apresentar mutações. Em suma, o desespero não salvará ninguém contaminado nem protegerá os sortudos saudáveis, por isso, não tenhamos pânico! Quando o sentimento toma lugar da razão em casos como esse, fica ainda mais difícil combater a mídia sensacionalista e as prefeituras do terror. Basta seguir as instruções básicas, ao passo que são as únicas opções que temos até o momento.


Aos familiares de vítimas que faleceram, meus sinceros pêsames. Sinto profunda compaixão daqueles que não tem acesso à nata da avançada medicina brasileira, que enfrentam as intermináveis dificuldades da saúde pública do país. Graças a minha família, não precisei enfrentar tal situação (e sou muitíssimo grata por isso), mas pensar só no meu umbigo não é justo nem saudável com os demais que não foram afortunados como eu e grande parcela das pessoas que conheço. Por isso, com indignação e espanto, pergunto-me: ATÉ QUANDO?


Um beijo e um abraço para os que ficam, Isadora.