quarta-feira, 14 de abril de 2010

Wonderland. #NOT


"... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma..." - Lewis Carroll.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lennon, John.



"Our society is run by insane people for insane objectives. I think we're being run by maniacs for maniacal ends and I think I'm liable to be put away as insane for expressing that. That's what's insane about it."



"My role in society, or any artist's or poet's role, is to try and express what we all feel. Not to tell people how to feel. Not as a preacher, not as a leader, but as a reflection of us all."



"We've got this gift of love, but love is like a precious plant. You can't just accept it and leave it in the cupboard or just think it's going to get on by itself. You've got to keep watering it. You've got to really look after it and nurture it."



"You don't need anybody to tell you who you are or what you are. You are what you are!"



"I believe in God, but not as one thing, not as an old man in the sky. I believe that what people call God is something in all of us. I believe that what Jesus and Mohammed and Buddha and all the rest said was right. It's just that the translations have gone wrong."



"I believe in everything until it's disproved. So I believe in fairies, the myths, dragons. It all exists, even if it's in your mind. Who's to say that dreams and nightmares aren't as real as the here and now?"



"If someone thinks that love and peace is a cliche that must have been left behind in the Sixties, that's his problem. Love and peace are eternal."



"Time you enjoy wasting, was not wasted."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O senhor de todos os senhores


Quem me conhece sabe que eu adoro defender inúmeras teorias, por vezes infundadas, mas ainda assim minhas teorias. Tenho essa mania de ficar pensando demais nas coisas, o que faz com que eu reflita acerca de mil e um temas. Pensar demais não quer dizer que sou intelectual, mas sim à toa. Afinal, só tem tempo para pensar quem não está ocupado. Certo? Justamente pensando nisso, haha, que vou tratar nesse post sobre algo onipresente, poderoso, infalível e temível: o TEMPO. É, acho que eu fosse falar sobre Deus, né? Pois bem, enganou-se. A meu ver, o tempo sim apresenta todas essas características.

Enfim, em mais uma das minhas reflexões, pude notar que é ele o grande responsável por todas as coisas. Pode parecer ignorante afirmar isso, ao passo que isento de mim e de todos os seres humanos a culpa de muito do que somos responsáveis, mas como já disse, é apenas uma teoria minha, infundada ou não.

O grande fato é que ele é o grande motor da história, ou mais, seria ele a própria história? O tempo é o grande definidor de um número incontável de acontecimentos, queiramos admitir isso ou não. Romanticamente falando, por exemplo, não acho que exista alguém certo para cada um de nós, uma espécie de "alma gêmea" ou qualquer afim. Acredito que exista o momento certo, não a pessoa certa. Entende?

Por mais que em determinado contexto, o Príncipe Encantado (tipo idealizado pela mulherada) apareça na vida de uma reles qualquer, se o timing não for certo, o caso não irá progredir. E como saber que o momento é certo? Isso é extremamente subjetivo, pois varia de pessoa pra pessoa. Contudo, essa teoria se aplica a todas as pessoas. Eu mesma já presenciei várias histórias desse gênero.



Portanto, o amor nada mais é que um acaso. É preciso muito mais que química, pele, afinidade, doação... É preciso que o tempo conspire a favor. Desse modo, estaríamos nós destinados a encontrar alguém ou apenas estaríamos jogados à sorte? Eu não tenho a mínima idéia, mas confio mais na segunda opção. Essa história de "meant to be" não me pega mais. É ilusória e poética demais.

Ademais, penso em mais um exemplo relacionado ao tema em questão: O vestibular. Existem tantas pessoas plenamente capacitadas para serem aprovadas, no sentido de que apresentam a somatória inteligência e esforço, mas ainda assim são reprovadas, já perceberam? Pois é, aí entra o maldito tempo de novo. Por mais que a pessoa seja uma geek, estudiosa até o último fio de cabelo, talvez ela não esteja preparada para viver essa nova etapa, que é ingressar no Ensino Superior. One more time, the timing is not right. Ou, mais provavelmente, tenha ficado para trás em função de outras pessoas terem tido um desempenho melhor hahahaha, mas filosofando a respeito, faz sentido. Pelo menos para mim.

Já vi tanta gente que não se esforçava nem um pouco para passar, e acabou passando, e outras pessoas que se esforçavam em dobro e ficaram para trás, que acabo levando a crer que minha teoria não é tão filosófica assim. Em suma, é impossível provar que toda essa baboseira provinda da minha cabeça seja certa, mas é importante pensar a respeito, criar nossas próprias conclusões.

Existem, afinal, tantos ditados envolvendo o tempo. Um deles é aquele que afirma que o tempo cura tudo. Bom, sinto-me no direito de complementar essa lenda popular, acrescentando o que penso, concluindo que o tempo não só cura, como também destrói tudo.

Um grande beijo, Isadora C.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mrs. Sarkozy



"L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours

L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,

Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour ça ne va pas,
C'est pas du Yves Saint Laurent,
Ca ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute d'essayer,
Et l'amour j'laisse tomber!

A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment!"

Está aí a letra de uma música suave, despretensiosa e típica da primeira-dama francesa e ex-modelo Carla Bruni, artista respeitadíssima por minha humilde pessoa. Quem tiver curiosidade, pesquise a tradução dessa música (chama-se "L'amour") e se delicie com os fatos verdadeiros sobre o amor que são ditos em versos simples e deliciosos!

P.S.: Já que o papo é música francesa, deixo a dica: Camille Dalmais! RECOMENDO! Um beijo e um abraço, Isadora. :)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Nua e crua, como de praxe



Sou formadora de opinião, não de verdade
Sou adepta ao uso do jargão, não da informalidade
Escrevo sempre por paixão, não por vontade
Sou promotora de bafão, não de causalidade
Se eu peco é no excesso, se eu faço é na vontade
Se você não é adepto, convido-o educadamente a daqui se retirar.

Quando falo, quero ser ouvida
Quando escuto, sou atenciosa
Felizmente, sou atendida
Infelizmente, sou tida como pretensiosa.

Vivo em um mundo hiperbólico, não gosto dos meios termos
Se você é morno e bobo, peço que não se aconchegue.
Mas se você for louco e fogo, grito que me enlouqueça.

Por alguns sou tida como esperta, enquanto outros acham que sou “pseudo”
Para mim sou só mais uma, mas ainda assim sou um segredo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Perdas


Às vezes a vida nos surpreende com perdas, perdas essas que se tornam enormes vazios dentro de nós... Conforme a dor não passa, tentamos preencher esses vazios com outras pessoas, coisas, atividades, até então nos conformarmos. A conformidade tende a demorar e a aceitação realmente costuma ser postergada. Felizardos aqueles que a encontram facilmente. Em suma, é válido ressaltar que existem várias tentativas sendo usadas pelas pessoas, mas que, sinceramente, não funcionam. A dor da perda deixa uma cicatriz muito forte e dolorida, que não pode ser preenchida nunca. Logo, a conformidade aparece quando a pessoa se dá conta disso e vive sua vida normalmente, lidando bem com isso, já que é algo de fato normal. E a cicatriz passa a não doer mais, só deixando marcas. Já notaram que as cicatrizes sempre trazem histórias dramáticas, mas nunca são lembradas durante o dia-a-dia? É, ficam lá como se fossem parte da pele “normal” (não marcada pela cicatriz), mascaradas.

Ademais, acredito que a vida não seja feita apenas de ganhos e sorrisos, mas muito mais de perdas. Quando as coisas estão indo conforme deveriam, nós não evoluímos, estagnamos. Acostumamo-nos com a calmaria e esquecemos da tempestade. É a tempestade que instiga nossa inteligência e nosso bom senso, não a calmaria, que, por sua vez, estimula nossa comodidade. Desse modo, quando perdemos a noção do roteiro de nossas histórias, quando acontecem tragédias (grandes ou não), crescemos muito mais do que se tudo estivesse bem. Não quero ser pró-sofrimento, muito pelo contrário, penso que é possível evoluir sem ter que sofrer perdas, mas são elas que nos causam um impacto mais forte. FATO!

Recentemente, o nossa cidade sofreu perdas irreparáveis. Duas mulheres infelizmente vieram a falecer, deixando entes queridos devastados e entristecidos com a surpresa com que vieram a deixar nosso plano mundano. Esse discurso acaba parecendo egoísta, porque pessoas no mundo inteiro morrem a todo instante, e eu estou aqui falando de apenas duas. Mas foram as que eu tive contato (indiretamente falando, pois não conhecia nenhuma delas), portanto são as que despertam em mim um sentimento mais constante de reflexão.

Não vou falar detalhadamente sobre elas, por respeito ao fato de que ainda é muito recente e também aos familiares e amigos que podem ler meu texto (a Internet é um mundo tão pequeno, afinal) e se sentir expostos ou sei lá. O fato é que pelo pouco que sei de ambas, entendo que eram seres do bem. Sabe? Pessoas bem intencionadas, inteligentes e dedicadas, que não deveriam ter sido "levadas" daqui tão cedo. No entanto, eu acredito piamente que todos nós temos a nossa hora de partir. Nascemos, vivemos, fazemos história e partimos. É doloroso demais encarar as perdas de forma objetiva, mas pode ajudar. Penso que vivemos os famosos cinco estágios do "Modelo de Kübler-Ross" (mas readaptados ao que estou falando), sendo eles: Negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.

Eu estou longe de ser uma pessoa fanática ou religiosa, mas afirmo com toda certeza que sou uma pessoa de fé. Agora, mais do que nunca, eu estou mentalizando muito pelas famílias e pelos amigos dessas duas mulheres, porque eu imagino a dor que eles estejam sentindo. Eu tenho certeza de que a vida não está restrita ao plano mundano, ao passo que existe algo além. Tem que existir...

Eleonora e Jaqueline, descansem em paz.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O mal de estar sozinho


Olá, caros leitores,

Após assistir um episódio de Sex and the City, em que o tema em questão era a solidão (no sentido de estar sozinho, não de se sentir sozinho), fiquei pensando a respeito do modo como as pessoas encaram a solteirice nos dias atuais. É possível encontrar inúmeras pessoas associando compromisso à felicidade, o que é considerado por mim um erro catastrófico.

Estar sozinho não implica em estar infeliz, da mesma forma como estar namorando não implica em estar feliz. Atualmente, a sociedade em geral, vê a solteirice de forma negativa, como se nós, descompromissados e descompromissadas do mundo afora, fôssemos aberrações. Em suma, gostaria de discutir a respeito desses mitos e, como de praxe, defender minha opinião a respeito.

Bom, de fato existem fobias das mais diversas possíveis. Uma das fobias que aterroriza o homem contemporâneo é a solidão. Todos cresceram aprendendo que a fórmula da felicidade consiste em encontrar o seu par perfeito e formar uma linda família. Ah, e ter (muito) dinheiro! Apesar de a idéia ser irresistível, eu não compro. A felicidade vai muito mais além disso, obviamente. Mas, voltando ao assunto em questão, o medo de estar só. Enfim, existem muitas pessoas passando por isso, de modo que preferem viver ilusões amorosas a viver com sua própria companhia.

A simples idéia de estar sozinho ou de ser visto sozinho em público deixa milhões de cidadãos inseguros, refletindo sobre o por quê dessa realidade os assombrar. Isso não deveria acontecer! Desde quando estar solteiro é sinal de fracasso pessoal? A simples noção faz com que eu me sinta irritada. É claro que em certos casos pode ser verdade, mas não em todos.

Eu, Isadora, posso falar com toda certeza que conheço pessoas que vivem relacionamentos fajutos só porque não conseguem lidar com a idéia de estar sozinho. Namoram por namorar, casam por casar, ficam por ficar. Assim, questiono: Onde entra a realização pessoal? E a felicidade? Pois é, não há espaço para ambas... Porém, a princípio! O mais chocante é que as pessoas que falseiam relacionamentos são felizes. Ou pelo menos aparentam ser. Vale salientar que tudo isso é baseado nas aparências.

Eu não posso deixar de perguntar: viver em uma mentira é compensatório? Domir com alguém que você não é apaixonado, não admira, é melhor do que dormir sozinho? A consciência de cada um sabe muito melhor do que eu, leiga em relacionamentos, as respostas para essas perguntas.