quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dig it, babe.


"Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis
Por isso para o seu bem
Ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem"


Deixe a menina, por Chico Buarque.

domingo, 27 de junho de 2010

Os bonzinhos só se fodem, mas nem sempre.



Bom dia, queridos leitores e árduos críticos de #$%@ nenhuma,

Venho hoje por meio deste tão abandonado canal para dissertar sobre uma temática que se faz presente na vida de qualquer ser humano social: a civilidade, ou educação, cortesia, tanto faz. Acredito que ela muito tem a ver com o quão escrupuloso alguém é, sabendo-se que alguém com escrúpulos é aquele que inibe uma ação por consideração ética ou moral. Às vezes, é desgastante manter a pose de bom samaritano, pois, como reza a lenda, os bonzinhos só se fodem. Pensando nisso, pretendo debater sobre a validade de ser alguém civilizado nos dias atuais, e se ter escrúpulos é compensatório ou não. Tudo isso, é claro, sem qualquer pretensão de falar as verdades globais ou whatever, mas sim as minhas opiniões, já que esse é um blog, não um site midiático de grande circulação.

Enfim, motivada por alguns acontecimentos, fiquei um tanto reflexiva sobre esse tema, afinal, acreditando vocês ou não, faço parte do clube dos bonzinhos e como tal, costumo me ferrar em alguns momentos. Logo de cara, vou dizer o que penso: acredito que ter escrúpulos é fundamental, já que, sem isso seríamos macacos. É muito comum ver conflitos entre pessoas dos dois tipos - escrupulosas e inescrupulosas. Sempre, desde que o mundo é mundo, duas faces da mesma moeda se desentendem, e isso ainda irá perdurar para sempre. Dessa maneira, é necessário pensar em uma forma pacífica de resolver tais conflitos, uma vez que B.O tende a gerar mais B.O, a não ser que alguém quebre o ciclo.




Assim, cabe ao ser mais desenvolvido, intelectualmente falando, cessar esse padrão, pois os macacos, vulgo inescrupulosos, pouco sabem raciocinar, uma vez que agem instintivamente, seguindo sua natureza babaca. Contudo, por mais que eu julgue os seres sem escrúpulos como irracionais, sei que existem alguns inteligentíssimos dessa "espécie", que são sim a espécie mais perigosa da Humanidade. Mas enfim, aqui desejo tratar sobre os imbecis, não sobre os que usam sua inteligência para o mal, como existem tantos por aí afora.

Desde os primórdios, sempre existiram pessoas e pessoas. Havia alguns altruístas, formadores de opinião, defensores dos injustiçados e pacificadores, ao mesmo tempo em que conviviam com eles pessoas egoístas, que só pensam em se dar bem encima dos outros, agindo moral e/ou imoralmente com a finalidade de atingir seus objetivos egocêntricos. Por mais que isso soe extremamente maniqueísta, não é. Enfim, é e não é, pois não quero rotular essa realidade de maneira tão simplista. O fato é que sempre existiram vilões e mocinhos nas sociedades, por mais que TODOS, sem exceção, apresentem aspectos de ambos, sendo, portanto, anti-heróis, a meu ver. Mas não vou aprofundar nisso agora, talvez em outro post eu o faça.

Contudo, para falar sobre todo esse debate, é preciso usar breves rótulos maniqueístas, para que o entendimento sobre o assunto fique mais "palpável". Enfim, pessoas mais observadoras e atentas à realidade social de sua coletividade, observam frequentemente pessoas que mais ou menos podem ser qualificadas ou como mocinhos ou como vilões em determinadas circunstâncias. Mas isso não quer dizer que uma coisa exclua a outra, por exemplo, em uma situação eu posso ser a mocinha, mas em outra eu posso ser a vilã. O ser humano é assim, um paradoxo vivo.




A meu ver, nessas situações-conflito, como já disse anteriormente, cabe ao mais inteligente encontrar uma resolução pacífica. Geralmente, é o bonzinho que assume esse papel, pois consegue abstrair mais, refletir mais, não visando sair pela tangente, como faria o macaquinho do mal. Enquanto o escrupuloso objetiva botar um fim ao B.O., o vilão sem escrúpulos quer mais é botar lenha na fogueira. No entanto, que fique claro, não estou falando que isso é regra, que em todo caso será assim, mas estou especificando uma situação aleatória. De fato, existem bonzinhos conflituosos, mas isso é exceção.

Portanto, como em toda briga alguém tem que ceder, cabe ao mais maduro e bem resolvido acabar com o conflito, de modo que ninguém saia ferido. Dessa maneira, os bonzinhos não irão se foder, tampouco os vilões irão sair ilesos. É como se fosse um sistema de freios e contrapesos, em que, racionalmente, será decidido um modo plausível de cessar fogo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Intensidade mode-on.

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."

Gabriel García Márquez, columbiano que me fascina cada vez mais.

"Extremos da Paixão", de Caio Fernando Abreu.



Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo...

Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.

Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-v… Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.

No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano,e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya,ilusão,passatempo.E exigimos o terno do perecível, loucos.



Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.

Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.

Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ser ou não ser, eis a questão



Acredito que ninguém conheça ninguém por inteiro, uma vez que isso seria impossível! Ter conhecimento absoluto de alguém implica em escutar seus pensamentos, entender sua criação, compreender todos os motivos que o levam a agir de determinada maneira, etc. e tal. Sei que isso soa meio óbvio, mas é apenas uma introdução. O que eu pretendo falar é que todos nós só exteriorizamos de nós aquilo que convém. Isto é, expomos para o mundo afora características, pensamentos e particularidades nossas que, de certa maneira, nos orgulhamos. Aqueles chamados "dirty little secrets", guardamos conosco até que seja oportuno expô-los para outrém.

Em suma, conclui-se, portanto, que vocês só conhecem de mim o que eu quero que vocês conheçam. E isso não é válido só para mim, obviamente, mas sim para todas as pessoas do mundo, não importa a faixa etária, a classe social, a etnia, a religião e todos esses afins que complementam um pouco na identidade de cada um.

Assim, não posso deixar de pensar: Seríamos nós falsos por essência? Porque se nós só mostramos um pouco de nós para o mundo, deixando de lado todo o resto que faz de nós quem nós somos de fato, simplesmente por ser mais conveniente, nada mais seríamos do que interesseiros. Ou não? Sei que esse é um debate que vai longe, mas hoje eu pretendo ser concisa, não prolixa.

Fico pensando, se nós deixássemos explícito TUDO o que se passa em nossas cabeças, como será que o mundo seria? A mente humana é cheia de conteúdos que assimilamos ao longo da vida, do nosso contato com o mundo e com os demais indivíduos, então é óbvio que nem tudo que contemos é moralmente ou até socialmente digno. Todos temos pensamentos absurdos, desejos grotescos e idéias insanas que jamais gostaríamos que os outros soubessem ou imaginassem que existem.

Será que o grande segredo do sucesso (no que diz respeito aos relacionamentos entre pessoas) é esse ocultamento que fazemos? Esse filtramento de informações, que nos permite "jogar fora" ou "esconder" aquilo que não merece ganhar notoriedade? Será que ao expor apenas uma parte de nossa essência nós não estamos sendo falsos, mas sim inteligentes? Acredito que sim. Não penso que seja falsidade guardar um pouco de nós para nós mesmos. Isso é objetividade, malandragem, BOM-SENSO.

Não é porque algo existe para mim, que deve existir para você. Devemos lidar com as pessoas de forma consciente e cuidadosa, pois o que talvez seja ofensivo, engraçado e bacana para você não seja para mim. Como uma amiga minha, por exemplo. Ela DE-TES-TA piadinhas sarcásticas de humor negro, portanto, em sua presença, eu não faço nenhuma, por mais que eu não veja absolutamente nenhum problema em fazê-las com outras pessoas. Trata-se de uma conveniência coletiva, não individual, ou seja, é imprescindível para o equilíbrio da vida em sociedade.

Por hoje é só, queridos. Um beijo e um abraço, Isadora C.

sábado, 29 de maio de 2010

Ostentar para quê?


Boa noite, caros leitores e críticos,

Venho hoje para dissertar sobre algo muito presente nos dias atuais, mas que existe desde os tempos em que éramos primatas, por se tratar de um fenômeno tipicamente social: a ostentação (alarde de riquezas, atos ou qualidades próprias; exibição vaidosa). Bom, esse hábito tornou-se bastante visível entre todos os mais diversificados grupos sociais, por mais que seja algo implícito nas sociedades.

Existem pessoas assumindo a prática desse péssimo hábito com a boca cheia, como se fosse algo positivo e bacana, enfim, algo de se orgulhar. Muito, mas muito pelo contrário! Penso que as pessoas que agem de maneira ostentatória são, sobretudo, inseguras com relação a si mesmas. É a tal da auto-afirmação, se me permitem dizer.

Certa vez, li em algum site uma definição genial sobre a vaidade, o que está intimamente ligado à prática da ostentação, portanto, acho digno postar um trechinho aqui: "A vaidade é um desejo superlativo de chamar a atenção, ou a presunção de ser aplaudido e reverenciado perante os outros. É a ostentação dos que procuram elogios, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmos. Não nos referimos ao esmero na maneira de andar, falar, vestir ou se enfeitar, saudáveis e naturais, mas ao estado íntimo do indivíduo vaidoso, ou seja, o que está por baixo do interesse dessa exibição e dessa necessidade de ser visto, a ponto de falsificar a si mesmo para chamar a atenção."

Em tempos marcados pela concorrência predatória, pela necessidade de transformação constante do status quo, em que os principais valores, enfim, os que imperam nas sociedades são a APARÊNCIA e o PODER, não poderíamos esperar práticas superiores ou melhores que a ostentação. Esta consiste em um reflexo nu e cru da realidade a que estamos inseridos. Contudo, não são todas as pessoas que conservam valoração a esses valores podres típicos de uma mentalidade imediatista e capitalista. Graças ao bom senso de alguns, questiona-se sobre a validade desses "valores", através da consideração do que realmente é importante e também da crítica, lógico. E como crítica, meus caros, não entendam a teoria, mas a prática. Pessoas agindo conforme acreditam, não apenas pregando ladainhas, sendo hipócritas.

É importante salientar, porém, que por mais que meu discurso soe esquerdista, com tendências socialistas, ele não é. Faço uma crítica aos que tornam o capitalismo imbecil, não ao sistema em si. Tornar o sistema imbecil consiste em converter algumas de suas práticas fundamentais em valores de vida. Isso, queridos, é patético! A vida econômica não pode ser expandida à vida como um todo! Assim, seríamos resumidos à classe social que nos inserimos, aos bens que possuímos, ao trabalho que executamos, o que é pura FICÇÃO. Somos, OBVIAMENTE, muito mais do que isso. Todos nós temos nosso eu-interior, subjetivo, repleto de aflições e desejos íntimos e que vão muito além do que está situado no plano material.



Voltemos, então, ao que motivou esse texto, né, a ostentação. Enfim, através de um exame analítico (hahaha observar é viver, ma friends) da sociedade em que vivo, notei que este hábito vem conquistando praticantes nos mais diversificados setores. É possível ver pessoas dos mais diferentes tipos, das mais diferentes classes, sendo exibicionistas, vaidosas e materialistas. É um tal de querer se mostrar para os outros tão intenso que chega a provocar repulsa!

No entanto, isso fez com que eu me lembrasse do Reino Animal. Qualquer especialista em qualquer espécie de animal sabe dizer que na época de acasalamento o macho eleito como o mais "atraente" para as fêmeas é aquele que exibe seus dotes da maneira certa, de modo que ele passe a impressão que será um bom pai para seus filhos, no sentido biológico, é claro, passando genes bons. Obviamente, tal comportamento não é social, mas sim instintivo. Até a mais ignorante das pessoas sabe que os animais (a grande maioria deles) são irracionais. Desse modo, instaurou-se uma incógnita na minha cabeça: será que a ostentação é algo criado nas sociedades humanas ou é algo inato, instintivo, como se observa no Reino Animal?!

Adotando a primeira hipótese como verdadeira, questiono: Sendo, então, um fenômeno originário nas relações intersociais, como podemos fazer com que ele desapareça, já que ele não traz NENHUM benefício à sociedade como um todo ou até mesmo ao próprio praticante? Bom, queridos leitores e árduos críticos, é exatamente aí que mora o problema. E que problema! Alterar algo que está enraizado à sociedade, valorado e praticado por uma grande parcela de membros, é muito difícil, praticamente impossível. Portanto, deveria partir da consciência de cada um, mediante um exame crítico, que este é um mau hábito, e que, como tal, deve ser extinto.

Não obstante, adotando a segunda hipótese como verdadeira, pergunto a vocês, interessados no assunto: A ostentação como forma de exibição inata, com a finalidade de se atingir fins biológicos (hahahaha ou não, hein #ficadica) deve ser conservada no plano social? Isto é, por ser algo intrínseco a nós, deve continuar existindo? Acredito eu, que não. Existem inúmeros e incontáveis instintos humanos que se não fossem podados, fariam da vida em sociedade um tremendo caos. Não estou sugerindo que o hábito de ostentar seja perigoso, mas é óbvio que ele não é benéfico.

Particularmente, eu adoto uma postura anti-materialismo muito forte em minha vida. Só faço compras quando necessário (apesar de ser uma grande fã da moda, afinal, não deixa de ser uma expressão artística fantástica e extremamente atrativa, acho que certas pessoas usam dela para esbanjar dinheiro, não bom gosto - da mesma forma como existem pessoas que simplesmente vestem o que lhes faz bem, mas não são essas que eu critico aqui); não gosto de materiais tecnológicos de última geração, por exemplo, para mim um celular que tenha teclas e possa telefonar já basta, não precisa trazer em si mil e uma utilidades, já que, em tese, é um telefone. Ademais, defendo o gasto do tão aclamado din-din em coisas úteis e/ou que tragam retorno emocional. Como é o caso dos amantes da culinária japonesa que, por mais que a considerem caríssima, não abrem mão de gastar dinheiro com ela, já que ela proporciona satisfação.

Em suma, proponho a todos nós que sejamos adeptos ao desapego material. Acredito e espero que a vida seja muito mais do que só isso que nos é acessível. Devemos valorizar o que faz de nós humanos, não cabides materialistas. Cultivamos relações intensas com seres inanimados e deixamos de lado nossos semelhantes. Não estou falando que devemos virar hippies e cuspir em tudo aquilo que provenha do dinheiro, mas sim que DEVEMOS mudar um pouco nossas atitudes, afinal, a vida é uma só e devemos vivê-la da maneira mais bacana possível, pois quando menos esperarmos, ela acabará.

Enfim, é importante valorizar o que de fato é digno de ser valorizado, como é o caso do amor ao próximo, da solidariedade, da generosidade, da Natureza (que tanto desvalorizamos e desprezamos, burros que somos), das peripécias simples da vida, etc.
Esbanjar um Iphone/Ipod/Ifuckingwhatever, um carrão zero, uma roupa de marca não te fazem melhor que ninguém, muito menos te tornam alguém admirável. O que fará com que você seja alguém respeitável e phoda serão as suas atitudes, sua personalidade o seu "eu-interior" exteriorizado, não essas baboseiras. Mas se você andar com antas materialistas, realmente, você será O cara se ostentar todos esses itens e mais outros. Se você não faz questão de refletir sobre esse tema, procure seus semelhantes e seja feliz, afinal, estou LOOOOOOOOONGE de ser a dona de qualquer razão, apenas expresso minha opinião. Vai que eu estou enganada, né?

Um beijo e um abraço, Isadora C.

sábado, 8 de maio de 2010

É possível


Ao mesmo tempo em que existem pessoas imprescindíveis em nossas vidas, existem aquelas descartáveis. Sabe? Aquelas pessoas que não acrescentam absolutamente nada, que são desagradáveis, que quando abrem a boca só sabem falar asneiras? Pois bem, esse gênero humano é muito comum. A cada esquina existe uma pessoa descartável. Onde quer que elas passem, não fazem diferença, não se destacam, uma vez que quase ninguém tem paciência com elas, pois reconhecem a sua inutilidade.

Difícil mesmo é encontrar alguém que seja imprescindível, autêntico e único. Aquele tipo de pessoa que tem uma entrada avassaladora em nossas vidas, que chega chegando, marcando presença. Não falo no sentido amoroso, mas em um sentido mais amplo. Enquanto aquele gênero é desprezível, este é maravilhoso. Pessoas desse naipe são as que deixam marcas em nós, seja por uma atitude, seja por uma conversa, mas que de fato ficam impregnadas em nossas memórias para sempre. Essas pessoas promovem questionamentos em nossas mentes, que, na maior parte das vezes, fazem-nos crescer.

Penso que todos deveriam ser imprescindíveis para alguém, ao mesmo tempo em que devemos ter alguém imprescindível para nós. Esse assunto me faz pensar na letra "Reptilia", dos Strokes, por mais que não tenha taaaaaanto a ver. Em suma, acredito que devemos fazer com que nossa passagem nesse mundo seja impactante, pois como diz o ditado, a vida é uma só e devemos vivê-la intensamente. Não devemos ser só mais um, devemos ser UM! Quem entende, entende, quem não entende, um dia entenderá. E, diga-se de passagem, quando digo viver intensamente não quero dizer imprudentemente. Viver intensamente é ser fiel às suas vontades, se jogando de cabeça no que acredita, por mais que tenha medo. Odeio adolescentezinho metido a besta que faz coisas imbecis se justificando que a vida é uma só. Grow fucking up, asshole!



"Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é importante que você faça", dizia o grande guru de todos os tempos Mahatma Gandhi. Às vezes ficamos com receio de fazer certas coisas, com medo da tal da reação. Já dizia aquela lei da física que toda ação tem uma reação igual, mas no sentido contrário, não é? Então, sem a reação a ação seria acessória. É importante que exista a reação, pois é ela quem dá sentido à ação. É difícil dizer "ah, faça o que tem vontade sem se importar com as consequências", pois isso não existe. Todos, uns mais, outros menos, se importam com as consequências de seus atos. Isso é um fato!

Sempre têm aqueles que bancam os inconsequentes, não é? Mas no fundo, nem que seja bem no fundo, eles se importam sim, pelo menos se eles forem humanos. No mais, conclui-se que a reação é uma extensão da ação, portanto desconsiderar sua importância é burrice. Mas pior que desconsiderar sua importância, é reconhecê-la, mas temê-la. Assim, por ter tanto medo da reação, deixa-se de fazer a ação. Esse, a meu ver, é o maior B.O. de todos os tempos!

Enfim, o que eu quero defender aqui é que todos nós devemos nos orgulhar de quem somos, pois não existe ninguém, absolutamente ninguém igual a nós. Por mais que o plágio exista, nós somos únicos, portanto devemos honrar isso sendo sempre o melhor que podemos ser de nós. Mas honrar isso não quer dizer ser o melhor de nós para nós, muito pelo contrário, implica em ser o melhor que podemos ser para o mundo! Devemos influenciar vidas, promover mudanças e nos tornar imprescindíveis. Quem vive para dentro não vive, vegeta.



Por mais que a nossa geração seja conhecida pela sua preguiça e falta de engajamento, está em tempo de transformar esse quadro. Está em tempo, inclusive, de crescermos. Ser jovem não quer dizer ser imbecil! Somos grandes atores nesse grande espetáculo que é a vida, então, questiono: quem quer ser protagonista? Às vezes ficamos acomodados com um papel insignificante, coadjuvante, quando poderíamos ser grandes! Imagine só se todo mundo topasse ser imprescindível? Que maravilha viver! O mundo estaria livre dos parasitas descartáveis e inúteis.

Bom, meus caros e ilustríssimos leitores, convido vocês a serem grandes. Vamos ser a mudança que almejamos ver, vamos causar impactos nas vidas dos outros, vamos fazer do mundo o nosso palco. Pra você que gosta de causar no mau sentido (querendo aparecer, "dar uma de doidão", etc. e tal) um recado: GROW UP! Para você que fuma porque acha bonito e rebelde, para você que usa drogas para ser aceito e visto como "cool", para você que acha que pensar em si próprio é filosofia de vida, eu digo que ainda dá tempo de mudar. Se você achar que bom mesmo é ser assim, só lamento.